Por vezes o bem-estar ganhar à ambição. O Presente sobrepõe-se a um determinado futuro. E tudo fica bem. Assim parece.
domingo, agosto 24, 2014
domingo, agosto 10, 2014
Expliquem-me lá
Expliquem-me lá como é que um pai ou uma mãe pode utilizar os filhos em jogos mesquinhos, doentios mesmo. Que falta de carácter e que jeito para se fazer de desgraçada, de infeliz. No fundo a "coitadinha" com quem me juntei durante mais de 14 anos. E depois as pessoas ficam admiradas da separação, da altura, do "abandono" dos meus filhos. Na verdade abandonei a vida de merda que tinha junto a uma pessoa que no fundo é mesquinha, sovina e muito virada para sí. Apenas uma pessoa assim "massacra" o filho com interrogatórios para saber o que faz comigo ao fim de semana e diz que ninguém gosta do irmão e que nunca o vai deixar estar de férias com ele na casa dos meus pais e que um dia vou voltar para casa......será que esta pessoa não entende que é isso mesmo que afasta as pessoas? E que um dia os meus filhos me podem perdoar....mas a ela? Se a conhecerem um dia....se calhar nunca lhe perdoarão. Pode fazer um esforço todos os dias como mãe "solteira", mas a verdade é que nunca recusei ajuda, interesso-me pelos dois e apenas não quero ter de ver aquela pessoa no estado mesquinho e sovina que vejo não perdeu.
Pela positiva tenho os meus filhos e tudo vou fazer, com calma, tempo e respeito para os aproveitar, para ver os seus sorrisos e quem sabe um dia não vou ter de levar com o ar triste do meu filhote mais velho pelas barbaridades que a mãe lhe diz.......mais do que a saudade e a vontade de os ter....fica a esperança de que continuem (o mais velho para já) equilibrados, perto de uma pessoa daquelas. Os sinais sempre lá estiveram, devia ter aproveitado e saido antes. De bom ficam realmente os meus filhos, porque os bons momentos "a dois" são constantemente apagados (de vez) por este comportamento de merda!
Vendo as coisas como são...sou um sortudo por ter verdadeiros amigos e ontem foram umas horas de amizade. Obrigado Narigus.
Pela positiva tenho os meus filhos e tudo vou fazer, com calma, tempo e respeito para os aproveitar, para ver os seus sorrisos e quem sabe um dia não vou ter de levar com o ar triste do meu filhote mais velho pelas barbaridades que a mãe lhe diz.......mais do que a saudade e a vontade de os ter....fica a esperança de que continuem (o mais velho para já) equilibrados, perto de uma pessoa daquelas. Os sinais sempre lá estiveram, devia ter aproveitado e saido antes. De bom ficam realmente os meus filhos, porque os bons momentos "a dois" são constantemente apagados (de vez) por este comportamento de merda!
Vendo as coisas como são...sou um sortudo por ter verdadeiros amigos e ontem foram umas horas de amizade. Obrigado Narigus.
quinta-feira, agosto 07, 2014
segunda-feira, agosto 04, 2014
No espaço de um tempo...
...indefinido o meu humor e alma mudam de extremos. Ás vezes é um acumular de situações, outras vezes é só a esperançade uma palavra ou de um gesto que não vem. Por vezes são segundos, minutos e hoje 24 horas. Depois de um grande domingo chega-me normalmente uma segunda-feira para esquecer. Taciturno, à procura da minha concha e apenas a tentar chegar a um sítio que chame casa.
Os dias não têm de ser todos perfeitos durante 24 horas, por vezes basta um minuto para parecer o "tal" dia, outras vezes basta que acabe como começou, no entanto, por vezes, nem sempre é possível...há o mundo. O mundo que tento esquecer, mas ele ai está. As preocupações por coisas pequenas, os stresses por coisas grandes e subitamente é apenas mais um dia e depois chega outro. Dentro da normalidade, dentro da rotina e eu apenas tento chegar à concha. Muitas vezes em forma de carro, outras em forma de um silêncio, hoje interrompido pelos rolling stones e pelo grilo que devia servir de comer ao Dragão Barbudo, mas que apenas incomoda. Malfadado grilo.
Malfadado humor.
Se calhar é tempo de mudar de cara.
Os dias não têm de ser todos perfeitos durante 24 horas, por vezes basta um minuto para parecer o "tal" dia, outras vezes basta que acabe como começou, no entanto, por vezes, nem sempre é possível...há o mundo. O mundo que tento esquecer, mas ele ai está. As preocupações por coisas pequenas, os stresses por coisas grandes e subitamente é apenas mais um dia e depois chega outro. Dentro da normalidade, dentro da rotina e eu apenas tento chegar à concha. Muitas vezes em forma de carro, outras em forma de um silêncio, hoje interrompido pelos rolling stones e pelo grilo que devia servir de comer ao Dragão Barbudo, mas que apenas incomoda. Malfadado grilo.
Malfadado humor.
Se calhar é tempo de mudar de cara.
segunda-feira, julho 14, 2014
E depois dos 37?
Engraçado....passou-se mais um ano.
De mudanças importantes. De divórcio, desemprego, de amor, de temor, de alegria e tristeza.
Ser pai novamente, continuar a ser pai, homem. Trabalhador, frustrado, amado, detestado., bicho do mato e socialité. Avanços e recuos.
Mais do mesmo portanto.
37 anos de ziguezagues.....nem sei por vezes como sobrevivi até aqui e muito menos consigo entender como há ainda quem se preocupe.
Devo ter mesmo muita sorte no meio desta estrada sinuosa a que chamo de vida...vidinha, vá!
Aos desalentos do amor juntam-se as incertezas do dinheiro e as saudades dos meus pequenos.
Mais um ano de altos e demasiados baixos. A certeza de que apenas uma hecatombe me fará mudar, tomar as decisões dolorosas....cuidar do corpo e da mente e acima de tudo assumir "aquele" objectivo de vida e segui-lo, no matter what.
É como se tivesse estagnado no tempo, na vontade. Com laivos de lucidez aqui e ali. Com motivação por algumas horas para ser mais e melhor empregado...quiça empreendedor e depois tudo volta ao mesmo, desisto.
O mesmo se passa em muito do resto da minha vida....desisto, sem razão aparente. Luto contra a rotina, que no entanto pareço adorar, por dinheiro.
Rapaz, tantos sonhos que deixaste cair e tudo porque nunca seguiste o caminho dificil....
De mudanças importantes. De divórcio, desemprego, de amor, de temor, de alegria e tristeza.
Ser pai novamente, continuar a ser pai, homem. Trabalhador, frustrado, amado, detestado., bicho do mato e socialité. Avanços e recuos.
Mais do mesmo portanto.
37 anos de ziguezagues.....nem sei por vezes como sobrevivi até aqui e muito menos consigo entender como há ainda quem se preocupe.
Devo ter mesmo muita sorte no meio desta estrada sinuosa a que chamo de vida...vidinha, vá!
Aos desalentos do amor juntam-se as incertezas do dinheiro e as saudades dos meus pequenos.
Mais um ano de altos e demasiados baixos. A certeza de que apenas uma hecatombe me fará mudar, tomar as decisões dolorosas....cuidar do corpo e da mente e acima de tudo assumir "aquele" objectivo de vida e segui-lo, no matter what.
É como se tivesse estagnado no tempo, na vontade. Com laivos de lucidez aqui e ali. Com motivação por algumas horas para ser mais e melhor empregado...quiça empreendedor e depois tudo volta ao mesmo, desisto.
O mesmo se passa em muito do resto da minha vida....desisto, sem razão aparente. Luto contra a rotina, que no entanto pareço adorar, por dinheiro.
Rapaz, tantos sonhos que deixaste cair e tudo porque nunca seguiste o caminho dificil....
segunda-feira, junho 30, 2014
Sonhos
são para ser realizados, ou pelo menos tentados.
Eu sonho cada vez menos e tento menos ainda, felizmente que há boas noticias no meio deste marasmo que se torna vida.
Fico sempre contente quando pessoas que me dizem alguma coisa, seja muito ou mesmo muito, realizam um sonho.
E é isso que precisamos hoje em dia: felicidade!
Eu sonho cada vez menos e tento menos ainda, felizmente que há boas noticias no meio deste marasmo que se torna vida.
Fico sempre contente quando pessoas que me dizem alguma coisa, seja muito ou mesmo muito, realizam um sonho.
E é isso que precisamos hoje em dia: felicidade!
quinta-feira, junho 19, 2014
quarta-feira, junho 11, 2014
Oxouvidox
São lixados.
Dói-me que se farta e nem consigo colocar a cara na almofada para domrir :(
Dr. Carlos!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Dói-me que se farta e nem consigo colocar a cara na almofada para domrir :(
Dr. Carlos!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
segunda-feira, junho 02, 2014
A acalmia
neste caso, depois da tempestade.
Mesmo assim a concentração no trabalho é quase nula e só mesmo depois das seis o silêncio que imperava ajudou a despachar alguma coisa.
God I need a miracle job here! Este não está a funcionar.
Mesmo assim a concentração no trabalho é quase nula e só mesmo depois das seis o silêncio que imperava ajudou a despachar alguma coisa.
God I need a miracle job here! Este não está a funcionar.
domingo, junho 01, 2014
Espera ai.....
mas eu estou assim e fiquei lixado e passaram-me n coisas pela cabeça porque perguntei: queres que te vá buscar ou tens comité de boas vindas?
Bolas há qualquer coisa aqui que me falhou muito à grande.
Ah já sei, respondi com ironia ao sem stress e fodi-me.
Hum....
Bolas há qualquer coisa aqui que me falhou muito à grande.
Ah já sei, respondi com ironia ao sem stress e fodi-me.
Hum....
Esta merda é fodida
Mal pregar o olho, acordar cedo.
Esperar por um sinal, esperar e um prémio ganho......parece que eu queria esse prémio.
Pelo menos mereci-o assim parece. Justamente para o mundo. Prémio não desejado para mim....
Escrever, escrever, escrever e não dizer nada.
A dor não passa. E a sensação de que estou numa encruzilhada é doentia.
Levantar a cabeça, vestir os calções e ir à Comporta. Guiar, conseguir alhear a cabeça e pousar a toalha. Começa o rodopio.
E no fundo, no fundo, apenas queria deixar de competir por alguma coisa.
Sinto-me como se tivesse sempre de competir. Mata-me.
Devo estar errado com toda a certeza, no entanto o que mais me preocupa é que não me entendam.
É novamente mais do mesmo, novamente.
Questão para o mundo: posso ser eu um dia?
Esperar por um sinal, esperar e um prémio ganho......parece que eu queria esse prémio.
Pelo menos mereci-o assim parece. Justamente para o mundo. Prémio não desejado para mim....
Escrever, escrever, escrever e não dizer nada.
A dor não passa. E a sensação de que estou numa encruzilhada é doentia.
Levantar a cabeça, vestir os calções e ir à Comporta. Guiar, conseguir alhear a cabeça e pousar a toalha. Começa o rodopio.
E no fundo, no fundo, apenas queria deixar de competir por alguma coisa.
Sinto-me como se tivesse sempre de competir. Mata-me.
Devo estar errado com toda a certeza, no entanto o que mais me preocupa é que não me entendam.
É novamente mais do mesmo, novamente.
Questão para o mundo: posso ser eu um dia?
Bolas.....sou mesmo repetitivo
Outra de 2008
Pelo milagre da multiplicação
Pelo dia em que o Amor em mim volta a crescer
E a espalhar-se pelo meu corpo.
Espero ansiosamente pelo toque
Do vento na minha cara
Pelo calor dos raios de sol que
Cheguem e iluminem o coração
Sombrio, afastado do mundo
Assim estou aqui neste canto
Pouso a mão sobre a cara e espero
Pelo cheiro, pelo sabor
Que nunca vem
Que é sempre passageiro.
Agarro-me àquela pequena luz
De esperança e futuro
Agarro-me à criança para justificar
O seguir em frente
Para justificar esta espera
Esta vontade de seguir
De voltar a viver
De sorrir em permanência
Um sorriso curto
E outro e mais outro
Sentado aqui
Sinto o podre a entrar pelos meus ossos
A ocupar parte do cérebro
A corroer-me a sanidade
A corroer a minha capacidade
De ser feliz
De largar as amarras
De voar sem asas
De ser capaz de procurar
A Felicidade, o Amor
De procurar os outros
O mundo que me quer
Sentado a este canto
Espero o fim deste túnel.
Espero que o futuro sorria
Me sorria
Que o futuro não tenha
Nada de passado
Que venha!
Venha depressa!
Que me arrebate, me dê asas
Me faça sair deste corpo
Que me prende
Que não deixa passar a luz
Que não deixa chegar até mim
A paixão
O odor
O Amor
Estou aqui sentado e passam
Por mim, homens com rádio
Com vozes a chamar
E apetece-me fugir
Apetece-me desligar o rádio
E ficar sentado.
À espera.
E eis que toca
Faço uma pausa
Sometimes goodbye’s the only way
And the sun will set for you
Espero pelo fim da letra
Enquanto evito sucumbir
Ás lágrimas
Sinto a tristeza a percorrer
O corpo
Morto
E há a mensagem de esperança
The sun will set for you
And the sun will set for you
E tudo recomeça de novo
Sentado, levanto-me
Oiço o mundo lá fora
É hora de retomar o caminho
Onde ficou
Logo a seguir à encruzilhada
Está outro cruzamento
Se calhar fico aqui mais um pouco
Enquanto espero pelo milagre
Pelo milagre da multiplicação
Do meu corpo pelo Amor
Que pelos vistos julgam que
Tenho para dar.
Mais vale não responder.
É mais forte do que eu....deixei a frustração vir ao de cima, mas de facto irrita-me esta cena do migas para aqui migas para ali e esta necessidade estúpida de nos sentirmos precisos, necessários, lembrados.
É mais forte do que eu. E eu que até estava sentadinho no meu sofá a tentar meter isso para trás, mas depois vem a lingua que não cala.
Que merda por um lado. Por outro ao menos desabafei....mesmo que com a pessoa e da maneira errada.
Mas...é mais forte do que eu.
Mais fodido fiquei quando disse que ia dormir e amuaram...e depois fiquei a falar sozinho. Toma para aprenderes e relembrares o que na verdade já sabias....estúpido.
É mais forte do que eu. E eu que até estava sentadinho no meu sofá a tentar meter isso para trás, mas depois vem a lingua que não cala.
Que merda por um lado. Por outro ao menos desabafei....mesmo que com a pessoa e da maneira errada.
Mas...é mais forte do que eu.
Mais fodido fiquei quando disse que ia dormir e amuaram...e depois fiquei a falar sozinho. Toma para aprenderes e relembrares o que na verdade já sabias....estúpido.
sábado, maio 31, 2014
Obrigado
É engraçado como tantos anos depois tenho de continuar a recorrer a ti que nunca me falhaste.
Desde que te criei para desabafar, partilhar, chorar, rir, que acabas por ser uma das coisas da vida que me ouve e não me julga.
Que compreende os meus arrependimentos, as minhas dúvidas e as poucas certezas.
És o único que me estende os braços e que nunca me pediu nada em troca.
O único que sabe que não me consigo concetrar no trabalho, que sofro por isso. És o único que parece dar-me alento. Dar alento à merda que me tornei. Ao pai que abandona os filhos. Que se apaixona por quem não se devia ter cruzado com tal pessoa. Curioso que és o único que me conhece, provavelmente melhor que eu. Melhor que mãe, mulheres ou amigos.
E a continuar assim serás o primeiro a saber o dia em que vou rebentar. Rebentar de tanta frustração, tanta dor. Tanta compaixão. Tanta vontade de não largar o que ama, acabando por sufocar no meu próprio amor e ter de fugir. Ter de dar um, dois, três passos atrás para salvaguardar este coração, esta alma.
Alma que mal sobrevive ao passar dos anos. Das cabeçadas. Das encruzilhadas.
Obrigado por estares aqui. Agora, como sempre.
Sem me julgares.
Sem te vangloriares.
Sem mas ou porquês.
Olha para mim
Olha eu aqui e ali e ali e aqui.
Boa noite.
Olha eu que gosto mais de ti. Olha eu aqui que ainda gosto mais de ti. Olha nós
Olha eu.
Olha aqui.
Agora ali
Boa noite.
Olha eu que gosto mais de ti. Olha eu aqui que ainda gosto mais de ti. Olha nós
Olha eu.
Olha aqui.
Agora ali
quinta-feira, maio 29, 2014
Irritam-me estas coisas
É como se quisesse que o mundo fosse como eu. E não é! Não tem de ser. Mas mesmo assim fico irritado com estas demonstrações. É como se quisesse que a minha forma de ser solitário fosse o padrão, a normalidade. E parece que não é. Não tem de ser. Fui longe demais para voltar atrás e dou por mim a irritar-me mais com a felicidade dos outros do que com a falta dela. É como se cada pedaço de felicidade me fosse arrancado do corpo. Não faz sentido, mas é assim.
Fechado numa concha e à espera que tudo à volta fosse assim e não é. Revolta-me. Nem sei bem porquê. É como se fosse dono de uma verdade que não o é. Nem deve ser. Aceito cada um como é, mas por vezes invade-me um sentimento de falsidade. Lembra-me sempre aqueles que são solidários para aparecer numa capa de revista. E irrita-me. Muito! Se calhar irrita-me porque às vezes me ouvem. E às vezes parece que não me ouvem. Quando eu mais precisava de ser ouvido. Não um grito de ajuda, mas uma opinião, sei lá. Nem sei bem explicar a minha necessidade de estar fechado. A olhar o mundo e a sofrer por ele. Só e bem acompanhado por estes sentimentos. Preferia que o mundo não demonstrasse sentimentos? Ou formas de ser diferente? Se calhar....se calhar. Às vezes apetece-me caminhar em direcção a um nada. Não olhar para trás e não querer voltar. Como se as coisas tivessem deixado de fazer sentido. Como se tudo à volta estivesse errado.
É assim no trabalho, na familia, no amor. No que resta de amizade.
Digo que vivo bem só. E vivo. Não consigo é viver com os outros.
Sinto falta dos meus filhos, mas não sinto falta de estar na mesma casa com a mãe.
Sinto falta dos meus amigos mas não sinto falta do sentimento de culpa.
Às vezes apetece-me ir ver os meus pais sem ter de deixar nada para trás.
Infelizmente tudo me parece inconciliável...e não tem de ser.
Fico só para ver os outros sorrir. À distância. E isso consome-me quando o sorriso transborda.
Que estranha esta forma de viver.
Que estranha esta forma de ser.
Que raio de coisa para se conseguir explicar.
É como se fosse um ET deixado para trás. Se calhar gosto tanto do star wars por isso. Uma história de amor espalhada por uma galáxia com o mau que afinal só o é porque tentou proteger o seu mundo.
A diferença é que invariávelmente o meu mundo...sou eu. Com as minhas coisas, com as minhas feridas, com as minhas saudades. Inconciliável.
Engraçado mencionar saudades.....digo sempre que não tenho. Mas com filhos as coisas mudam. O que hoje faz sentido, amanhã logo se vê.
É como se de facto eu fosse único. Se calhar sou. Se calhar sou mesmo único.
Fechado numa concha e à espera que tudo à volta fosse assim e não é. Revolta-me. Nem sei bem porquê. É como se fosse dono de uma verdade que não o é. Nem deve ser. Aceito cada um como é, mas por vezes invade-me um sentimento de falsidade. Lembra-me sempre aqueles que são solidários para aparecer numa capa de revista. E irrita-me. Muito! Se calhar irrita-me porque às vezes me ouvem. E às vezes parece que não me ouvem. Quando eu mais precisava de ser ouvido. Não um grito de ajuda, mas uma opinião, sei lá. Nem sei bem explicar a minha necessidade de estar fechado. A olhar o mundo e a sofrer por ele. Só e bem acompanhado por estes sentimentos. Preferia que o mundo não demonstrasse sentimentos? Ou formas de ser diferente? Se calhar....se calhar. Às vezes apetece-me caminhar em direcção a um nada. Não olhar para trás e não querer voltar. Como se as coisas tivessem deixado de fazer sentido. Como se tudo à volta estivesse errado.
É assim no trabalho, na familia, no amor. No que resta de amizade.
Digo que vivo bem só. E vivo. Não consigo é viver com os outros.
Sinto falta dos meus filhos, mas não sinto falta de estar na mesma casa com a mãe.
Sinto falta dos meus amigos mas não sinto falta do sentimento de culpa.
Às vezes apetece-me ir ver os meus pais sem ter de deixar nada para trás.
Infelizmente tudo me parece inconciliável...e não tem de ser.
Fico só para ver os outros sorrir. À distância. E isso consome-me quando o sorriso transborda.
Que estranha esta forma de viver.
Que estranha esta forma de ser.
Que raio de coisa para se conseguir explicar.
É como se fosse um ET deixado para trás. Se calhar gosto tanto do star wars por isso. Uma história de amor espalhada por uma galáxia com o mau que afinal só o é porque tentou proteger o seu mundo.
A diferença é que invariávelmente o meu mundo...sou eu. Com as minhas coisas, com as minhas feridas, com as minhas saudades. Inconciliável.
Engraçado mencionar saudades.....digo sempre que não tenho. Mas com filhos as coisas mudam. O que hoje faz sentido, amanhã logo se vê.
É como se de facto eu fosse único. Se calhar sou. Se calhar sou mesmo único.
Subscrever:
Mensagens (Atom)